terça-feira, 15 de outubro de 2013

Ainda há tempo!




Nosso limite sobre a Terra, quem é que da?
Será que somos nós? Será que são os outros? As circunstâncias, o medo, Ou a espera?
Somos e estamos sempre reféns de algo. Se pararmos pra pensar em um amontoado de coisa, como por exemplo: o que ainda se quer fazer, o que se quer refazer, quem se quer conhecer, o que gostaria de mudar, pensar em tudo, em todas as dimensões, em coisas de todos os tamanhos e lugares, chegamos à conclusão que muita coisa ficou pra trás e que muita coisa ainda nem passou perto de acontecer, mas esquecendo de tudo o que pode impedir, digo, ainda há tempo!
Ainda há tempo de amar. Ainda há tempo de ser amado. Ainda há tempo de viver. Ainda há tempo de correr atrás. Ainda há tempo de esquecer. Ainda há tempo de sumir. Ainda há tempo de se auto conhecer. Ainda há tempo de desculpar. Ainda há tempo de ser desculpado. Ainda há tempo de virar de ponta cabeça para sentir a sensação. Ainda há tempo de correr rumo ao por do sol e esperar por um belo anoitecer. Ainda há tempo de ir em busca da lenda e do pote de ouro que vive na ponta do arco íris. Ainda há tempo de deitar na grama e esperar o sono chegar. Ainda há tempo de montar acampamento no quintal. Ainda há tempo de praticar o nadismo em uma tenda branca montada só pra você. Ainda há tempo de chorar por quem se ama. Ainda há tempo de se curar por inteiro. Ainda há tempo de compreender. Ainda há tempo de aceitar. Ainda há tempo de entender a perda. Ainda há tempo de entender que o amor impossível, também precisa amar. Ainda há tempo pra sorrir. Ainda há tempo de comprar a aliança e ainda há tempo para presentear. Ainda há tempo pra conhecer o lugar dos sonhos. Ainda há tempo de conhecer o mundo em 365 dias. Ainda há tempo de viver de amor. Ainda há tempo de dormir junto e hibernar por todo um fim de semana, ou mais. Ainda há tempo de brincar na neve. Ainda há tempo de viver sozinho. Ainda há tempo de não sofrer. Ainda há tempo de encontrar a pessoa que não vai te abandonar. Ainda há tempo de comprar um cão. Ainda há tempo de fazer pão caseiro no sábado a tarde. Ainda há tempo de encontrar o tempo. Ainda há tempo de ser bom o suficiente. Ainda há tempo de ser merecedor. Ainda há tempo de ser diferente. Ainda há tempo de ter a melhor sensação do mundo. Ainda há tempo de beijar na chuva. Ainda há tempo de beijar na terra do amor. Ainda há tempo de beijar na piscina até perder o ar. Ainda há tempo de passar o dia na banheira de espuma sem ter de se preocupar com a hora. Ainda há tempo de não se apegar. Ainda há tempo de ser romântico. Ainda há tempo de patinar no gelo. Ainda há tempo de se apresentar em um palco. Ainda há tempo de conhecer as Cataratas do Niágara. Ainda há tempo de experimentar apostar tudo o que tem em um cassino, mesmo não se tendo nada. Ainda há tempo de mergulhar com os golfinhos. Ainda há tempo de andar de camelo no Egito. Ainda há tempo de andar na calçada da fama. Ainda há tempo de ter muito dinheiro. Ainda há tempo de perceber que dinheiro não é tudo. Ainda há tempo de ser a pessoa mais simples do mundo. Ainda há tempo de ter a graça de uma criança brilhando nos olhos. Ainda há tempo de não se preocupar com o amanhã. Ainda há tempo de viver cada dia majestosamente. Ainda há tempo de viver como se o mundo acabasse a meia noite. Ainda há tempo de fazer mil coisas em um único dia. Ainda há tempo de gritar pra felicidade. Ainda há tempo de multiplicar sentimentos bons. Ainda há tempo de fazer parte dos bons. Ainda há tempo de praticar o bem. Ainda há tempo de amar o inimigo. Ainda há tempo de amar a si próprio. Ainda há tempo de amar quem você é. Ainda há tempo de ser quem você é. Ainda há tempo de entender os porque da vida. Ainda há tempo de entender que há tempo para tudo o que se quer, mas nem sempre há tempo para o que se precisa.  Ainda há tempo de se curvar ao Deus que fez o mundo. Ainda há tempo de agradecer a Ele por tudo. Ainda da tempo de encontrar a terra do nunca, a terra dos sonhos, a terra onde todos vivem como se o tempo fosse infinito. Ainda há tempo de viver realizado. Ainda há tempo de ir. Ainda há tempo de vir. Ainda há tempo. Ainda há tempo. Mas ouvi dizer que, chegará o tempo em que não haverá mais tempo.



 
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos.

Vinicius de Moraes.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

O que a gente faz?



Quando não há mais o que fazer, o que a gente faz?
Pra onde a gente corre?
Pra que a gente recorre?
Pra quem a gente grita? Pra quem a gente liga? Pra quem a gente chora?
Quando a gente se perde, é um pedaço da gente que morre, é um pedaço da gente que sofre, é um pedaço da gente, perdido, sem guia, sem força pra voltar. Mas quando a gente se perde, quem encontra a gente?
Quando nada mais parece fazer sentido o que a gente faz?
Quando tudo o que foi vivido é jogado fora, sem dó, o que a gente faz?
Quando suas palavras já não valem nada, sua presença já não é mais desejada e você existir tanto faz, o que a gente faz?
Quando qualquer outra pessoa pode fazer o que você fazia, quando qualquer lugar sem você é bom, quando todos ganham atenção e pra você não sobra nem a interrogação, o que a gente faz?
Quando você percebe que a busca por um novo alguém é incansável, quando você percebe que você já não é valido a ponto de merecer atenção, quando você ouve um: Não preciso disso! Não preciso de você, o que a gente faz?
Quando você vê, quando o seu próprio inconsciente chora por saber, mas ouve do outro que nada disso é verdade, o que a gente faz?
O que a gente faz, quando precisa do ser mais próximo da sua vida pra abraçar e o abraço é negado? O tempo para estar junto é jogado fora como se tivéssemos todo o tempo do mundo?
O que a gente faz?
Ou a gente não faz?
Tenho sentado pra esperar o tempo passar. Tenho esperado por uma absolvição que jamais encontrei. Tenho chorado, chorado sim, não sei porque, mas tenho. Tenho buscado dias melhores, ser melhor, fazer dos outros o melhor que podem ser, fazer que tenham o melhor que podem ter. E tenho tentado... tentado muita coisa, tentado quase tudo, tentado viver, tentado esquecer, tentado lembrar só de coisas boas, tentado ser melhor, tentado fazer o bem, tentado não olhar pra muito longe do que meus olhos podem ver. Tenho tentado acima de tudo, ver por cima dos problemas embora todos eles tenham estado sempre acima do que penso ser minha capacidade. Dizem que todos um dia atravessaram por todos os estágios da morte: medo, abandono, raiva, depressão e aceitação.
E afinal, o que a gente faz, quando nada que a gente faz resolve o que a gente precisa fazer?


“...Momentos depois, as setecentas pessoas não podiam fazer nada a não ser esperar... esperar para morrer, esperar para viver, esperar por uma absolvição que nunca viria.”
-Rose DeWitt Bukater

“...Um dia você aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.” 
-(Menestrel)

"...Sinto falta de você e a palavra que me cura ninguém vai dizer..."
- (Vitor e Léo)

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Paginas para um Coração Valente



O futuro não pertence a nós, pertence a si mesmo. Só o futuro saberá dizer o seu 'futuro' desenrolar...
Só o futuro unido ao Pai do destino são capazes de saber onde se darão por contentes quanto ao conteúdo, número de dias, ou melhor, oportunidades, paginas em branco que ainda teremos para esperar o melhor, para não perder a esperança de que o melhor ainda esta por vir, porque agora, horas, dias e meses passam a ser contados como paginas, as chamadas paginas da vida...

Sendo assim, eu desejo paginas melhores...
Desejo as melhores paginas...
Desejo paginas marcadas, gravadas, tatuadas, timbradas, carimbadas e acima de tudo lavradas pelo melhor que ainda esta por vir.
Desejo pontos finais nas tristezas. Desejo reticências em cada fim de frase que termine com sorriso. Eu espero que cada felicidade apenas seja interrompida por outra maior, ou, por uma simples vírgula e, que esta, apenas de margem para que coisas boas sejam escritas a seguir e, que nunca, jamais, frases assim sejam interrompidas por qualquer tipo de ponto final ou, o negro ponto do adeus.
Saliento que, pontos assim não são bem-vindos, nesse livro não há espaço para eles... Dita o escritor das paginas penas tentando e esperando, agora, por paginas majestosamente transbordantes de bons momentos.
Desejo que as paginas sejam novas, imaculadas de tristeza e mágoa. Isso, desejo que o choro não caiba em muitas paginas, que seja apenas o necessário.
Desejo virar a pagina e não prender, não ser preso, não aprisionar sentimentos alheios, não desejo paginas escritas por corações forçados a se fixar.
Desejo páginas leves, que possam ser viradas com a leveza de apenas uma brisa...
Desejo que a cada fim de pagina não sobre tempo para lembrar com tristeza do que ficou na pagina anterior, desejo que sobre apenas o lembrar com saudade, porque saudade se remete ao esplendor dos bons momentos vividos.
Desejo em cada pagina nova, dois dedos de paragrafo e o seguinte cabeçalho:
Terra do Nunca, dia feliz, do jeito que tem ser, do ano mais esperado!
Que as próximas folhas não tenham marcas de lágrimas, não tenham perdas bruscas e choro de partida.
Não sei o que o tempo ira trazer, não sei o que o tempo ira dizer, mas sei o que desejo e digo, quero paginas onde os bons ainda sejam a maioria.
Desejo que este livro ganhe um nome e, que fique marcado em um lugar precioso, cheio, mas que não pode transbordar de cheio, um lugar puro que só os bons podem ver, este livro se chamará coração, ou melhor, coração valente, já que para sobreviver as tristes paginas do passado, a valentia fez toda diferença, coração assim tem o meu orgulho, tem o meu respeito e, acima de tudo, tenho dentro do meu peito.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

O "Q" de um sentimento, uma ligação!

"O valor de uma pessoa não esta na beleza da sua face, nem na riqueza de seus bens, mas na simplicidade de suas palavras. 
Te desejo a fortuna do Tio Patinhas, os amores da Margarida, a sorte do Aladim, o humor do Pateta e que sejamos que nem Tico e Teco, dois pequenos grandes amigos!
 Perder a amizade de pessoas como você, é como perder um dente da frente... 
 Nunca mais da vontade de sorrir!!"
                -autor desconhecido

Existem amigos que não podemos nem pensar em perder de vista, são amizades fortes, imponentes, todos ao redor percebem, porque no brilho dos olhos ja esta dizendo tudo, são mais que amigos, são irmãos, irmãos de sangue, são covalentes, ligados, amarrados por uma força maior, por um laço, estruturado sobre bases firmes, que não há como  e, nem quem possa explicar.
Mas a perda, eu lhe asseguro, é passível de acontecer, ja que pessoas, um coração e uma mente estão envolvidas, causando guerra entre razão e emoção.
Outro alguem pode ganhar e, onde alguem ganha, alguem sempre tem de perder e, assumir a perda, a dor, a ausencia, a saudade, o vazio e, ficar com as lembranças dos quase todos, bons momentos.
E, finalmente, perder uma pessoa assim, realmente, nunca mais da vontade de sorrir!

"Eu posso ensinar qualquer coisa a qualquer um, menos a sorrir." 
"Descobri que não era o melhor e que talvez nunca o tenha sido."
-Walt Disney

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Pedaço do outro que fica, pedaço da gente que vai!



Há quem diga que abraço tem espécie e, de certa forma tem mesmo. Dentre muitas qualidades, tem abraço que parece beijo, tem abraço que é mais que beijo, quando bem dado. Tem abraço que parece cheiro, tem abraço que é beijo e cheiro, tudo junto, quando bem dado. São tantos tipos de abraço, mas todos com o poder de trazer algo bom, quando bem dado. Tem abraço daquele alguém especial que vale mais do que todos os abraços. Tem o abraço esperado, o desejado, o conquistado, o de amor, o de amigo, o de amigo namorado e, tem o abraço roubado. Tem o abraço longo que para alguns, dura apenas um segundo e, tem abraço que mesmo curto, para alguns dura uma eternidade, quando bem dado. 
Tem o abraço de chegada, ufa, que abraço bom, mas tem o abraço de partida, que não é assim tão bom, mas sempre tem de ser bem dado. Tem também o abraço de desculpas, o de reconciliação e o de saudade, estes sim são na realidade, de verdade, estes são os mais desejados, esperados e, sobretudo, apertados. Por falar nisso, tem o abraço apertado, neste não da pra enganar sentimento, este além de apertado quase sempre é sincero, quase sempre é muito esperado. Tem o abraço único; tem o abraço contigo; tem o abraço junto, quase misturado, mas pra demonstrar veio o abraço chacoalhado, aquele que entre os braços tudo vira fato, quando bem dado. Tem ainda o abraço completo, todos cabem em um só, tem o intenso, o amigo, o egoísta, o espremido, o triste, o chorão, o forte, o abraço renovador... todos bem dados. Tem um abraço que é doido, o abraço da saudade, aaaah que saudade daquele abraço.
Tem o abraço sem vontade, este quando puder, dispense de verdade.
Como perguntando e respondido por Martha Medeiros no texto de própria autoria -Dentro de um Abraço”:
"...E então? Somando os prós e os contras, as boas e más opções, onde, afinal, é o melhor lugar do mundo?
Meu palpite: dentro de um abraço."
São tantos tipos de abraço que se tornam incontáveis, por isso sempre devemos deixar junto do abraço o nosso melhor às pessoas que amamos deixar aflorar o abraço acompanhado, ou seja, acompanhar o abraço de palavras amorosas, palavras de carinho e, pensar, que pode ser o último abraço, temos que aprender em segundos a dar o abraço misturado, o abraço contendo o melhor de todos já que pode ser a ultima vez que as vejamos, pode ser então a ultima oportunidade de abraçar a quem amamos.
Como já disse o autor desconhecido:

"Quando a gente abraça, é um pedaço da gente que passa. Quando a gente abraça, é o braço da gente que estica, é um pedaço da gente que fica."

domingo, 7 de abril de 2013

O que fica no final?

De toda forma, o processo de separação é sempre extremamente doloroso, choramos a ausência dos que nos disseram o temido adeus, dos que não disseram mas partiram e, dos que apenas partiram e parecem que levaram sua mente para criar a distância. Chorando e lamentando, falamos de perda. Um dia escreveu José Saramago:
-Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo.
Mas agora, como contar a nossa mente que era apenas um empréstimo?
Eu decidi, não direi a mente, mas o coração é fofoqueiro e nessas alturas ela já deve saber de tudo.
Há um tempo pré determinado para todo tipo de permanência e, tem sorte quem tem o tempo eterno, ou, um looooongo tempo até ser chamado no guiche do partir. Antes de nós, é claro.
Cabe a nós, fazer apenas a nossa parte, o que compete-nos, dessa forma, sobretudo estarmos preparados a fim de que não entreguemos os pontos, nos deixemos vencer.
Os que um dia partiram e, os que partem, sempre continuam nutrindo e mantendo os sentimentos que deixaram. Seja onde estiver, com quem estiver ou da forma que um dia partiram. As fotos, o perfume, a musica ouvida, o lenço jamais devolvido, tudo vira lembrança, tudo vira saudade que a nossa mente insiste em alimentar. As sutis presenças e, vez ou outra, causa-nos doces emoções e, guardam, seguro e amorosamente, o reencontro, insistindo em esperar um até logo mais, não adeus. É certo dizer que os afetos estão ausentes, não perdidos, nem desaparecidos.

Bem auto explicativo, ja disse Carlos Drumond de Andrade:
"As coisas tangíveis tornam-se insensíveis à palma da mão
Mas as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão." 
(Trecho: Memórias, Carlos Drumond de Andrade)


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Agora aguenta coração!!

Coração, diz prá mim
Porque é que eu fico sempre desse jeito?
Coração não faz assim
Você se apaixona e a dor é no meu peito...
Prá quê, que você foi se entregar
Se na verdade eu só queria uma aventura
Porque você não pára de sonhar
É um desejo e nada mais...
E agora o que é que eu faço
Prá esquecer tanta doçura
Isso ainda vai virar loucura
Não é justo entrar na minha vida
Não é certo não deixar saída
Não é não...
Agora agüenta coração
Já que inventou essa paixão
Eu te falei que eu tinha mêdo
Amar não é nenhum brinquedo
Agora agüenta coração
Você não tem mais salvação
Você apronta e esquece que você sou eu...
Coração! Coração!
Aguenta Coração, letra de José Augusto


Como as músicas tem o poder de falar tão bem por nós, quando nós mesmos não sabemos o que falar? 
Ou seriam as mesmas histórias ja vividas, novamente sendo contadas pelo tempo na vida de outros personagens reais?