sexta-feira, 24 de setembro de 2010

E assim, chegar e partir.

Aquilo que marca a gente, permanece. E na vida encontramos pessoas marcantes, amigos, amores, paixões, conhecidos, amigos de amigos que vimos uma vez e trocamos intimidades com os supostos 'desconhecidos', enfim...
Pessoas que passam apenas, pessoas que vem e pessoas que vão, há pessoas que vão para para dar lugar a novas pessoas, mas são pessoas que de alguma forma marcam, pessoas que ficam pra sempre, seja na memória ou no coração, e pessoas que marcam uma vida inteira e que muitas vezes por ironia do destino ou mesmo por maldade, não sei, sei que nos é tirada sem ao menos atender o pedido de, Permita que ela fique, por favor!

“...A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais...
...E assim, chegar e partir...”

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

As pessoas só valem pelo que servem para as outras

De fato é muito feio dizer que as pessoas devem ser julgadas pelo que elas "servem". Mas, se o mundo está esmagado sob essa máxima funcional (as pessoas só valem quando "servem para alguma coisa"), ainda queremos que ela seja dita em voz baixa.
Muitas pessoas estão prontas para se indignar quando dizemos que alguém não "serve" para nada. Mas, no seu dia a dia, é esse mesmo jargão que rege seus atos.
Talvez, essa máxima funcional deva vir embalada em bobagens como "tenho direito de ser feliz, por isso vou lhe abandonar, porque não vejo uso em você".
Mas eu, que tenho uma vocação natural para iconoclastia (a arte de ir contra o "coro dos contentes" e não ter medo da opinião alheia, coisa rara num mundo intelectual que agoniza sob a bota do ressentimento dos ofendidos profissionais, a nova face da velha censura), não me contenho e penso em algumas situações onde a máxima "as pessoas só valem pelo que servem para as outras" decidiria nosso futuro. Quer ver um exemplo?
O que diriam para uma jovem mulher (ou homem, tanto faz) caso seu marido (ou esposa) sofresse um acidente que o(a) deixasse inválido para a vida normal? Sem movimento, sem corpo, sem sexo, sem trabalho, sem vida, sem poder ir jantar fora, viajar ou ir ao cinema.
Será que alguém diria "fique ao lado dele até a morte"? Ou "abra mão do seu corpo, do seu movimento, do seu trabalho, do seu sexo, para cuidar dele"? Ou seria mais provável que ouvíssemos coisas do tipo: "Você tem direito de ser feliz, não sinta culpa". Ou, talvez, num modo mais espiritual: "Talvez ele tenha escolhido esta forma de provação, mas você não é obrigada a abrir mão da vida junto com ele". Ou ainda: "Antigamente você seria obrigada a aceitar isso como o fim da sua vida, mas ainda bem que hoje o mundo mudou e as pessoas têm o direito de buscar sua satisfação na vida sem ter que sentir culpa".
A questão aqui em jogo é o caráter insuportável do dia a dia. A perda da liberdade de escolha na qual você é jogada por conta do acidente do outro. A hipocrisia está em negarmos que o abandono como "direito à felicidade" está sustentado na inutilidade do outro para a sua felicidade.
Talvez por conta de minha natureza arredia a festas, coquetéis e eventos, eu entre em agonia diante de tamanho papo furado. Você me pergunta: "Qual é o papo furado?". Respondo que o papo furado é negar que vivemos sob a tutela dessa moira cega que manda em nossa existência: só temos companhia quando "servimos" para algo.
Claro que não há saída fácil para uma tragédia como essa (um acidente que destrua a vida de alguém com quem escolhemos viver junto), mas a saída começa por reconhecermos que você não tem saída. Abrir mão de sua vida é um suplício, mas o outro sabe que se tornou um estorvo em sua vida e que em algum momento terá que encarar o fato de que "não serve mais para nada".
Terrível condição, escândalo insuperável. Seria o silêncio enquanto o abandonamos uma forma mais elegante de fugir? Talvez uma visita de vez em quando e uma boa enfermeira ao seu lado, paga por nós?
A vida nos obriga a fazer escolhas terríveis, mas parece que agora decidimos que "tudo é bonito se dissermos que é bonito". Como nos contos de fadas. Mentira: nossas escolhas são pautadas pelo útil, nossos atos são calculados, nossos afetos são estratégicos. E a moderna ciência do egoísmo encontra as fórmulas para fazer isso tudo bonito. E o contrário disso não é a felicidade, mas a maturidade. Adultos infantis não gostam disso. Preferem ser avatares de si mesmos num mundo sempre florido.
A infantilização do mundo caminha a passos largos. Todos abraçam sua "mentira ética" como forma pessoal de marketing de comportamento. Como numa espécie de "lenda ética sobre si mesmo", queremos projetar de nós mesmos uma imagem de doçura que, na calada da noite, traímos.
É nessa mesma calada da noite que acordo e peço a Deus que me faça não ver os outros apenas como "uso". Mas sempre fracasso. Não pensar nas pessoas apenas como objeto de uso é uma conquista dolorosa, como tirar leite de pedras.
 
por Luiz Felipe Pondé, para a Folha.
 
Lendo tudo isso penso na seguinte questão meio sem resposta:
Será que hoje seria muito difícil adotar um novo princípio de vida simples e fundamental de que cada pessoa tem o seu respectivo valor e de que não precisam ser descartadas e abandonadas quando ja não "se vê mais uso nela" e sim somadas a novas pessoas com valores e ideias distintas?

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A vida, suas minúcias e as grandezas das pequenas coisas.

Ah se soubéssemos valorizar o tanto necessário as pequenas coisas da vida!
Pequenos e breves momentos. São momentos que só importam para aqueles que o presenciaram, e não só são importantes naquele exato momento, como pra toda a vida se assim você conseguir guardar na memória. Os Pequenos momentos da vida são piadas muito ruins, mas que por algum motivo fazem você rir. Não tem explicação, não adianta repetir, foi só aquela vez.
Ouvir um simples: 
- estude garoto, e me mate de orgulho!
Faz todo sentido dentro das pequenas grandes coisas da vida.
Temos o costume de definir coisas simples assim e mesmo nossas amizades e relacionamentos como acontecimentos comuns, mas que se pararmos pra pensar não são nada comuns e na verdade são mágicos, nos levam muitas vezes a um riso de felicidade sem muito esforço. Talvez bastaria só investir nas relações com sua família, amigos, colegas e até conhecidos diariamente, através de pequenos gestos atentos e generosos. Desde um bilhete no papel de bala a um presente surpresa sem que ao menos a pessoa espere de você, e você estará construindo um relacionamento de bases sólidas com simples gestos.
É impressionante o poder de saber dar valor às pequenas coisas da vida. No final da história, o que levamos de melhor da vida é a soma de um monte de pequenos bons momentos que foram importantes, são exatamente aqueles simples momentos como um sorriso lindo ou um verdadeiro "bom dia". É mais fácil viver quando estamos sempre dispostos inclusive a tolerar algumas atitudes pouco humoradas... Quando nos propomos a observar o mundo sobre a ótica da simplicidade descobrimos que a vida realmente é melhor assim.

E com bons olhos você acabará descobrindo que tudo tem um grande significado.

domingo, 12 de setembro de 2010

Apenas a sua parte.

Conta-se que, certo dia, houve um incêndio na floresta e que todos os animais se puseram em fuga. Todos, excepto o beija-flor. Ia e voltava, ia e voltava, trazendo uma gota de água no bico, que deixava cair sobre as labaredas e a terra calcinada. E, quando um dos animais em fuga o interpelou, dizendo ser impossível extinguir o fogo daquele modo, o beija-flor respondeu: “Eu sei que não são estas gotas que vão apagar o fogo, mas eu faço a minha parte…”
Autor Desconhecido.

Ou seja,
Se cada um se dispuser de alguma forma em fazer a sua parte, mesmo que em grandes ou pequenas causas, com grandes ou pequenas atitudes, não importando do que se trata, colaborando sem buscar recompensas, tudo ficará melhor com o passar do tempo e a ajuda de uns fará a vida de outros muito melhor ou, pelo menos, menos pior diante dos possíveis efeitos.

sábado, 11 de setembro de 2010

Quase dois anos e etc...

Mexendo em um amontoado de coisas, achei o texto criado pra homenagem final do Técnico em Administração.

O homem nasce só, entretanto desde os seus primeiros anos de vida demonstra a necessidade de ter ao seu lado um alguém que saiba dividir com ele momentos de afeto, atenção e confiança. A vida por si só se encarrega de fornecer ao homem este alguém, a quem chamamos de amigo.
Amigo é aquele que conhece todos os seus defeitos e manias e mesmo assim permanece ao seu lado valorizando suas qualidades. Amigo é aquele que te dá total atenção mesmo quando você está deprimido ou chateado. Um amigo jamais te deixaria cair pois ele é a mão estendida, a mente aberta, o coração pulsante. Sabe dizer que te ama sem medo de más interpretações. Ri com você nos momentos de alegria e permanece nos momentos de dor... Como disse o homem: '... é feliz o homem que encontra alguém em quem confiar.'
Durante um ano e seis meses pudemos compreender o poder da amizade. Encontramos aqui pessoas incríveis e inesquecíveis que com o tempo ganharam espaço no coração. Foram tardes exaustivas para futuros administradores, mas creio que não chegariamos ao fim se não fosse por cada um. Penso que todos nos sentimos lisongeados pela oportunidade de compartilhar momentos, discutir idéias, aprender, nos emocionar e ser feliz ao lado de todos vocês!
É com alivio que digo que mais uma etapa se encerra, para dar lugar a uma nova vida, mas é com um grande pesar que temo a ausência futura dos meus companheiros na imensa 'bagunça' que foi o nosso técnico. Saber que com o final do ano muitos de nós iremos nos separar, que já não teremos mais aquelas tardes juntos e que nossas vidas poderão tomar rumos distintos. Entretanto sei que aquilo que conquistamos não se perderá, pois o tempo não pode medir amizades como as criadas aqui, o tempo não pode separar aquilo que juramos ser pra sempre, mesmo que isso não exista.

"... Talvez cada um de nós rume pra um lado diferente, mas talvez os mares que nos cercam sejam iguais... E a gente segue em frente..."

07/2007 a 12/2008.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Saudade sem identidade.

Há quem diga que saudade acontece quando pensamos em amigos, conhecidos, momentos, lugares, enfim acontecimentos marcantes em nossas vidas.
Mas as vezes paro e penso, será que existe a saudade sem ao menos você conhecer a pessoa que sente saudade?
É, na verdade eu acho que sim.
Mas como sentir saudade de uma pessoa que você encontrou 3 vezes em uma dia, trocou meia duzia de palavras, mas que não sabe nem o nome e se quer da onde veio e pra onde iria e foi naquele dia?
'... e eu nem tenho um retrato dela...'
'...existe apenas na minha memória...'
Isso na verdade não tem resposta e nenhum nexo, e também quem disse que saudade tem a ver com nexo algum? =S
De maneira genérica a pior parte é "saber" ou imaginar que a outra pessoa poderia ser a pessoa que você busca há muito tempo, nem que seja somente para uma amizade.
Saudade talvez seja olhar pra trás sem poder voltar, mas entendendo tudo, como uma tentativa de fazer tudo isso reviver!
E elas revivem... tão intensamente quanto antes!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Odisséia, cada dia uma, cada um com a sua!

Todos vivemos grandes Odisséias em nossas vidas todos os dias, em diferentes lugares, de diferentes formas, imperceptíveis ou não, boas ou más, mas que de modo geral não deixa de ser um grande acontecimento. E há também pessoas que transformam suas próprias vidas em uma grande Odisséia, deixando-as assim de forma avassaladora mais divertida.

E enfim, não seria nada mal começar com a simples e mágica descrição de Odisséia, que nada mais é do que uma:

Viagem cheia de aventuras extraordinárias.
e/ou...
Série de acontecimentos e peripécias estranhas e variadas.